Conhecer o "Suriname"

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Texto por Victor Garcia 

Conhecer o Suriname


Acho que sempre achei no fundo que era diferente.Todos nós somos diferentes e ao mesmo tempo tão iguais. Mas havia em mim mais diferenças. Eu sempre soube.

Havia momentos em que não era possível identificar nada, ou talvez racionalmente não. Depois houve momentos em que lutei para agradar quem eu não deveria querer agradar, e ser quem eu não era, e não deveria ser. Houve tempos que estava completamente perdido, como fico tantas vezes, e houve tempo que eu me encontrei, mesmo me perdendo depois.
Tempo em que fez sentindo tanta coisa que não faz mais sentido.Tempo em que eu era feliz e não sabia, e tempo que podia ser feliz e desperdicei.


Tempo em que acreditei que tudo era para sempre, e todas as colunas que estruturei sustentam o que não existe mais. O vento veio, a chuva, o sol, o fogo, terremotos. Mas a vida vai mudando mesmo é de mansinho, sutilmente, e quando se percebe tudo mudou. Sua espada não pode mais cortar nada, sua armadura está velha, seu cavalo pede asilo devido a idade. Você não quer admitir que tudo mudou, que a luta é outra, que a donzela a ser salva já não é a mesma, que suas raízes fincadas no solo, se soltaram e se perderam como o pó no vento. Até que um dia você entende. Muda tudo, ou quase tudo, muda muita coisa que não deveria mudar, e muda muita coisa que deveria mudar. A roda gigante já girou muitas vezes, e a água do rio não é a mesma. Você mudou, passou de fase, matou o chefão, perdeu, deu game-houver e quando vê nem o jogo é o mesmo.


Quantas músicas fizeram sentindo e agora parecem normais. Quantos sorrisos fariam você dar a vida por ele, e agora cheiram superficiais. Quantos sonhos bobos ou não, ficaram, se perderam, estão esquecidos em um mundo paralelo, no eterno do que não foi realizado, foi sucumbido no tempo. E quantas vezes você ao menos se lembra de quem você era?

Quantas você você se matou, para tentar algo novo? Quantas vezes você, homem moderno, pensou de maneira arcaica, não olhou pra frente, teve medo de mudança, teve medo do quarto escuro, gelado, inofensivo, mas desconhecido.


Quantas vezes você se olhou no espelho, com os olhos vermelhos, a auto-estima baixa, a feição de quem se sente o pior das criaturas, que acha que não fez nada que preste em toda a sua vida? E por tantas vezes se olhar no espelho doeu. Mas por tantas vezes se olhar no espelho foi agradável?



Aprendi a querer da vida coisas simples, e isso não quer dizer não desfrutar de algo bom, sofisticado, raro. Mas até nos momentos mais luxuosos é preciso ver a vida de modo simples. Não tenho frescuras com comida, mas gosto de coisas boas, e que parecem sofisticadas. isso não me faz ter estomago de rei, e sim de quem experimenta de tudo. Que vai comer ovo frito, mas vai num salmão se tiver oportunidade. É assim a vida, buscar em todos os momentos o que o momento pode te proporcionar.



Eu nunca segui etiquetas, condutas da boa educação, da elegância, dos padrões de conduta de pessoas requintadas. Geralmente não sou mau educado.



Você pode ser o mais culto, elegante, educado e sociável possível, seguir todas as normas, levar presente na primeira vez que vai à casa de uma pessoa, mostrar toda a sua sofisticação, e mesmo assim ser desagradável. A etiqueta, as boas maneiras não vão te ensinar a ser legal, e nem feliz. Não estou dizendo para ser mau educado e tratar mau as pessoas, estou dizendo para se preocupar menos com as aparências.



Eu não quero ter o carro mais cobiçado do mundo, e um monte de gente babando ovo por interesses. Prefiro ter o simples, mas confortável, e ter perto de mim, que se identifica, não quem se aproveita.Tenho vontade de conhecer cidades e lugares que todos querem, Europa, EUA, Cancun. Mas aprendi a buscar o exótico, o que ninguém quer, e até debocha de você. Quero conhecer lugares que ninguém sabe direito que existe, mas que são tão especiais quanto os mais badalados. De repente me deu vontade de conhecer o Suriname.






Sobre o Autor: 
Victor Garcia Preto   
Formado em Ciências Contábeis. 29 anos, Resido Ribeirão Preto.  Tenho um perfil de textos no Instagram: @textosinceros. Segue lá.

             


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