Confiar


Confiar. 

Que pretensão achar que posso controlar qualquer coisa que esteja fora da minha área de atuação. 

Muito ajudaria se pudéssemos prever ou simplesmente entender as coisas que me rodeiam e como atualmente estão, ou as pessoas com quem convivemos. Mas não temos superpoderes. Estamos em nossa mera condição humana. 

Quando as coisas perdem o controle e o problema continua ali, ainda muito quente, esperando por um balde com água para se esfriar, o que nos resta a fazer é, ou confiar que esfrie por si só, ou ir até lá e tentar fazer algo. Você quer fazer algo e de forma súbita se dá conta: não tenho balde algum em mãos; não posso fazer nada. Será que essa coisa vai esfriar? 

Nesses momentos de incapacidade, o que sei que posso e prefiro fazer é confiar. 

“Vai dá tudo certo... Vai dá tudo certo. Está tudo bem...” 

A sensação que me dá quando pronuncio estas palavras é de, literalmente, libertação. Conscientização de que existem coisas das quais não são da minha alçada. 

Eu sinto como se estivesse me libertando de um referido problema ou contratempo. 

Eu não tenho controle sobre o outro. Determinadas situações não dependem diretamente de mim. Aí eu me dou conta de que não tenho varinha mágica.

Mas essa libertação, essa ideia de que algo superior está regendo isso por mim e que tem planos maiores, ajuda consideravelmente e, inclusive, me traz paz por saber que minha parte será feita (e deve) e que tudo tem um proposito nesta vida. 

Independentemente de como será. 
Independentemente de como isso termine. 
Eu confio. 
E estará tudo bem da forma como isso terminará.  

Texto por Leone Brave


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