Pessoas que nos demandam tempo e que quando vão embora não deixam nada.


Ficam-se os registros de conversas intensas que duravam o dia inteiro. As fotografias. As lembranças de momentos compartilhados. Os aromas. As músicas. Tornam-se desconhecidos aqueles que um dia sabiam tudo a respeito do seu coração, dos seus pensamentos.
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Às vezes pode existir o receio do que pode acontecer. 

Receio de perder tempo. De se ferir. Do arrependimento.

Mas a verdade é que o amanhã não nos pertence. É imprevisível. Inconstante. Pessoas são imprevisíveis, bem como as situações. Tampouco sabemos o que se passa no coração de outra pessoa. Nosso único solo seguro é o presente.

Com medo ou sem o medo, há sempre a necessidade de apostar. Apostar em um relacionamento quando se está apaixonado e quer de fato fazer bem àquela pessoa e se sentir bem ao lado dela. 

Apostar em uma amizade confidenciando-a seus segredos, depositando confiança e apoio. Apostando em uma carreira que vai te proporcionar oportunidades e satisfação. Seja qual for o caso, há sempre a necessidade de apostar. Incube a nós decidir. 

Há essa necessidade de apostar porque, ou você aposta, ou você abre mão de viver. Quem não está disposto a apostar pode até evitar certas decepções, mas elas têm nada. Não vivem nada.

Uma das bases da vida são as apostas. As decisões. Optar por viver com alguém ou determinadas situações. E a responsabilidade é nossa, que é decorrente de nossas escolhas.

E somos tão vulneráveis às decisões dos outros. Mas aprendemos a respeitar isso também.

Quantas foram as vezes que abrimos mão de oportunidades por medo, por desconfiança. Assim como nos machucamos devido a imprudência.

De qualquer forma, eu acredito que antes de qualquer dúvida, a nosso coração, a intuição, sempre sabe a resposta. Sempre. Mas que por inocência ou por querer se fazer de cego, não percebemos. Às vezes decidimos forçar o que não tem mais as mínimas condições de prosseguir.

Contudo, no final, todas as nossas a postas valem à pena. Os mais velhos e experientes estão aí para nos dizerem que seus maiores arrependimentos foram as vezes em que optaram por não fazer. 

Desse modo é que vivemos, aprendemos e amadurecemos. 

Ganhamos quando somos bem sucedidos e aproveitamos o estar no lado de alguém enquanto durou. No final, claro que deu certo. Terminou, mas deu certo por três, quatro, cinco anos. Alguns finais são inevitáveis. 

E aprendemos quando nos frustrados. Um coração maduro é aquele que já foi quebrado por inocência ou por loucura. Aprendemos a planejar e a ser mais atento. Afinal, as marcam ficam. Às vezes alguns traumas. Mas não podemos nos fechar para a vida, ou corremos um grande risco de não viver. Não é porque eu mergulhei numa cachoeira e a água estava gelada que todas as vezes que eu mergulhar numa cachoeira a água estará fria.
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Muitas pessoas nos demandam tempo e não deixam nada. Outras, pouco tempo, mas nos deixam marcas tão bem registradas que as levamos por tempo indeterminado. 

E vamos vivendo deixando um pouco de nós e levando conosco um pouco dos outros em diferentes intensidades. Sempre de cabeça erguida.

No final, dará tudo certo. 

Confia.




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