#NoMeuConsultório 1 - Gostar de Homem ou de Mulher: Como Você É? Como Você Faz?





#NoMeuConsultório é uma série de textos onde faço uma análise muito particular de fatos ocorridos entre amigos. Não tem cunho profissional até porque não sou psicólogo, mas é a minha mais pura essência se manifestando sobre os casos ocorridos.


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E há quem diga que eu não seja psicólogo, vocês acreditam? Pois é, nem eu. 

Com uma cara muito pensativa, Álvaro pergunta com sua voz suave: 
Quem sou eu? Toda forma de amar? 
Quem sou eu? De onde vim? Para onde vou? 

Álvaro, estas perguntas, talvez, por mais que tenhamos respostas, sempre nos deixam com um vago, com uma grande interrogação para podermos questionar sobre muito mais QUEMS. 

Ele insiste e agora lança ao ar: Como sou? 

Esta sim, talvez uma das mais complexas perguntas feitas. Afinal, existe uma regra de como ser, ou somos seres únicos feitos à imagem e semelhança DELE

O como sou tem transformado as pessoas, gerado muitos conflitos, dores, surpresas; mas também uma nova descoberta de uma forma de amar.

Sem menosprezar quem quer que seja, somos diferentes, e quando nos perguntamos quem somos ou como somos, podemos descobrir muitas coisas; podemos descobrir muitos sentidos, muitos valores e muitos preconceitos; sim, o bom e velho preconceito, e estou falando dele conosco mesmo sem citar o dos outros.



Quando se descobre como se é, muitos descobrem que sentimentos não tem sexo, que podemos sentir por um homem o mesmo que sentimos por uma mulher e vice-versa. Isto é complicado no começo: criam-se muitos atritos, geram inúmeros por quês; mas com muitas cicatrizes conseguimos responder, e, depois de ter a resposta, vem o #enfrentar, o se impor; mas claro que tudo isso de um modo sociável.

Descobrimos que podemos amar um homem, ou amar uma mulher, que podemos ter ciúmes, preocupação, cuidados, que pensamos nos problemas dele(a) e nos nossos, que o(a) queremos sempre junto(a) conosco e com nossa família, que queremos constituir uma família com ele(a) e usufruir todos os direitos dos seres humanos, afinal somos também seres humanos. Descobrimos que estar junto com aquela pessoa nos faz um bem incrível, que temos atração por ele(a), excitação... sim, como qualquer ser humano, como qualquer animal.

Aos olhos dos outros, talvez, tudo isso seja rotulado como safadeza, sem-vergonhice, falta de surra e muitos outros adjetivos. Mas do outro lado tem dois seres humanos iguaizinhos a você, formados de água, pele, sangue, ossos, cérebro e um coração cheio de #Sentimentos iguais ao seu, que tem um ser humano que às vezes, por não entender isso tudo, se culpa e se pergunta: Por que comigo? Quando não tira a própria vida achando que não é normal...

Só quem vive este outro lado sabe das dores, das angústias, das feridas, da descoberta de que podemos ter sentimentos assexuados, que os nossos sentimentos estão incrustados em nossa alma e não em nossos órgãos reprodutores. Até isso ficar bem claro e bem aceito na cabeça de cada um, é uma longa jornada. Jornada esta que já tirou várias vidas por falta de apoio, de carinho, de entendimento, de diálogo.

Hoje podemos dizer que as coisas estão mais fáceis, que temos mais apoio, que as pessoas entendem mais, afinal, estamos em um mundo onde somos livres, entre aspas, para podermos viver e sentir o que queremos e com quem quisermos. Hoje estamos nos igualando a apenas seres humanos e nada mais que isso. O que cada um faz com seu sentimento, com seu corpo é problema de cada um e isso não me torna mais ou menos homem que você, você ou você.


Não é um pênis que vai determinar a minha masculinidade, não é um pênis que vai definir se sou homem, mulher ou anjo. O que define cada pessoa é a sua cabeça, a sua conduta, o seu caráter.

Estamos de volta neste mundo para evoluir e evolução significa entender, aceitar, respeitar e conviver. Estamos nos subdividindo em muitos grupos pelo mundo todo, e cada grupo tem a sua característica única, da forma de como ser e de como viver. E porque não respeitar isso de uma forma simples e humana? 

Sou como sou, faço o que faço e da mesma forma respeito você da forma como você é e da forma que você escolheu ser ou fazer.

O ser humano é uma criatura tão bela em seu todo, tão simples, mas insistimos em criar confusões e atritos para a nossa convivência.

A minha liberdade vai até onde começa a sua. O que seria do preto se todos gostassem do branco?

Estamos caminhando para evolução sempre. E nesse caminho precisamos nos permitir provar o novo e decidir se queremos ou não, e acima de tudo respeitar a escolha de cada um. 

Viu, e dizem ainda por aí que eu não sou psicólogo!






Sobre o Autor: 

Hugo Salum  Marketeiro e escritor. Aquariano de corpo e alma ,curioso, autêntico e sincero (até demais). Quando escrevo, não tenho rodeios: coloco logo o que penso, de maneira clara, precisa, direta e transparente, sem deixar de fora do papel algumas pimentas&polêmicas (porque quanto mais quente, melhor!). Procuro estar sempre aberto às mudanças, pois a vida é feita de transformações, aprendizado e amadurecimento. Amo café, coleciono canecas, sou pai de três filhos lindos e maravilhosos (#paicorujasimsenhor). Estou sempre sorrindo e festejando, afinal amo viver e por isso acho que cada dia a mais neste mundo já é motivo para celebrar! Este sou eu, o Salum. (www.hugosalum.com.br).
      

Comentários:

3 comentários:

  1. Como é bom poder ler um artigo com tanta clareza nas palavras e sem enrolação, ou uso de linguagem muito culta, é brilhante, me vejo sentando num divã conversando com o autor. Parabéns pelo excelente texto e pela sua consciência sobre a vida e todos seus aspectos.

    Abraços de um leitor fiel do blog, o qual desejo um dia escrever tão bem quanto você!

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    1. Obrigado João Paulo e sinta-se a vontade em sentar no divã. Como disse acima esta séria são todas criadas em cima de fatos reais, vividos por mim, por amigos ou que algum leitor conta e é isso que cria esta interação afinal somos pessoas normais e vivemos as coisas do cotidiano. Esteja sempre por aqui nos lendo e comentando. abraços.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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