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8/Ele é/custom

A geração da rapidinha chegou

12:00

A geração da rapidinha chegou. Foto bonita no Facebook, entra na página, vasculha o perfil, descobre quem é pai-mãe-melhor amigo-cachorro-casa de praia-onde passou o último verão-e quem foi a última namorada. Adiciona como amigo. Aceitou. Manda Inbox. Respondeu. 10 frases e passa o WhatsApp. -Oi, oi; por aqui é bem melhor. -E aí, o que vai fazer no fds? -Vou na festa e vc? -Também. -Então nos encontramos lá. Alguns dias de ansiedade e chega a hora. Será que ele vai? Com que roupa eu vou? Batom vermelho? Acho que não rola amiga. Vai de nude, salto e saia. -Oi, oi; prazer, prazer. Beijos!!!! Beijos… Beijos sem muita conversa. Mas também, porque beijos precisam ser quase imediatos? Daí rola aqueles olhares sem muita profundidade. Vontade sem muito entusiamo. Mas o que podemos esperar de uma relação tão sem “relação”? Mas está bom, melhor que nada. Vida de solteira anda meio difícil não é mesmo? -Deixa que eu te levo em casa então.

No outro dia de manhã tem WhatsApp. Quem manda primeiro? Quem está mais interessado? Não, quem é mais maduro. Um oi e um tchau. Uma noite, duas noites… Uma semana e uma mudança de lua são suficientes para acabar. A regra das relações rapidinhas segue a mesma constância: acho que não era para ser. É alto demais, é loiro, não trabalha, tem poucos seguidores, vive na balada, gosta de comer milho na frente dos outros e tem uma família meio torta. “Nada”, isso é o que significa as características que usamos para terminar alguma coisa que mal teve a chance de começar. A gente corta as asas de quem nem aprendeu a voar ainda. As pessoas perderam o olhar longo, a jogada de cabelo… Perderam a emoção de um sms escrito “estou com saudades”. Será que ninguém mais tem vontade de olhar as estrelas sem pensar em mais nada além daquele momento? Com aquela pessoa? Será que eu estou sozinha nesse mundo super lotado de pessoas sempre online?

Parece que nada mais tem graça, parece que tudo anda meio vazio. Tudo é tão igual. A gente está perdendo a sutileza de saber o que significa se entregar, merecer, conquistar, estar, viver… Se perceber e se doar. Se amar e admirar a cor dos olhos do outro. A textura do cabelo, os ossinhos da mão e o jeito de andar rápido quando está atrasado. Sabe aquela voltinha na coluna que ninguém tem igual a ninguém? Ninguém mais repara nela. A gente existe por likes. Viaja por comentários, e vai para academia pelo espelho. A legging mais confortável perdeu espaço para a mais bonita. Essa é a lógica das relações de hoje: o que faz bem foi deixado de lado pela triste beleza do que faz mal. Eu tenho medo de pensar onde isso vai parar. Em um mundo onde se compra casamentos, seguidores, silicones, bocas carnudas e o perfect365 é de graça, eu fico pensando: será que um dia alguém ainda vai reparar quantos tipos de sorriso eu tenho?


Filme: Como não esquecer essa garota - Resenha

19:38

Na minha maratona de filmes românticos que eu estava tendo em um certo dia gripado, com febre e muito catarro haha eu assisti esse filme mega fofo no Netflix, gente. 

Primeiramente deixe-me começar dizendo que o ator é muito, muito, mas muito fofo. Especialmente na sua atuação. Não tem como não gamar nele. Quem assistir o filme vai se apaixonar por ele pela autenticidade e carisma que tem. Ele é um homem bonito e muito amoroso que não vai querer segundas intenções e se mostra uma companhia muito agradável (isso, sim, é amar).


Seu nome é Gus. É um rapaz que acorda todas as manhãs sem entender nada, nem como foi parar alí. Isso porque ele teve uma doença que o fez esquecer todas as coisas. Desde então, ele leva um dia normal, mas ao dormir e acordar no dia seguinte, ele esquece tudo e só lembra dos acontecimentos antes do acidente. Para que consiga se lembrar, ele vive em função de recados pregados pela casa e em especial de uma caneta que grava voz, na qual ele grava suas memórias. Ah! E ele trabalha em uma joalheria também e gosta muito de astronomia.


Certo dia ele conhece Molly, uma garota muito trabalhadora e que tem passado por muitas dificuldades financeiras e que sonha em montar uma floricultura. Tudo começa Quando ela manda alguns poucos recados pra ele sem segundas intenções, apenas por gratidão, agradecendo por uns favores aí.


Desde então, eles começam a se conhecer e todos os dias ele sabe de que não deve deixá-la ir. Mesmo sem contar nada sobre o seu problemas, começam a sair. 

Daí começam as confusões, os problemas e mal entendidos. Que fazem com que essa história toda se torne propícia a dar muito mal. Como pelo título do filme, ele tenta não esquecer essa garota. Tem uma cena que ele segura no rosto dela, depois dela fazer uma visita surpresa, e fica dizendo angustiado por saber que irá esquecê-la "eu não quero esquecer isso. Eu não posso esquecer isso". E ela sem entender nada... </3 Haha


Enfim. No filme você torce tanto por ele pela maneira como ele se importa com Molly, como ele a trata e etc, É um filme que realmente vale a pena assistir.
Uma nota? Eu daria 9,0 ou 8,5... Haha Esta aí uma dica pra quem quer algum filme de romance bacana.



Retrospectiva LGBT 2016

14:07

Que 2016 não foi fácil, sabemos. Mas 2016 nos rendeu muitas conquistas! E que ainda tem muita coisa para conquistar, também sabemos. Mas de todos os tempos, os últimos anos tem trazido muita conquista de maneira super rápida. Daqui mais um pouco chegamos lá. <3
Bolsonaro, beijo gay, Shwan Mendes, Trump, famosos, Orlando, Lady Gaga, outros países, Inês Brasil, novela, televisão, casamento... etc, etc. Gente, muita coisa aconteceu em 2016. Vamos resumir tudo isso. 
Confira no vídeo por Dederico Devito

O poderoso discurso da atriz Meryl Streep ao receber prêmio no Golden Globes

17:09

O poderoso discurso de Meryl Streep ao receber o prêmio Cecil B. DeMille, pelo conjunto de sua obra, no Golden Globes. Confira o vídeo e leia o discurso na íntegra:



“Muito obrigada. Muito obrigada. Obrigada. Por favor, sentem-se. Obrigada. Eu amo todos vocês. Vocês terão que me perdoar, eu perdi a voz chorando e lamentando esse fim de semana. E eu perdi a cabeça em algum momento no começo do ano. Então eu terei que ler.

Obrigada, Hollywood Foreign Press [Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Hollywood]. Só lembrando o que o Hugh Laurie já disse. Vocês e todos nós nessa sala, realmente, pertencemos ao segmento mais difamado da sociedade estadunidense agora. Pensem. Hollywood, estrangeiros, e a imprensa. Mas quem somos nós? E, sabe, o que é a Hollywood mesmo? É só um monte de gente de outros lugares.

Eu nasci e foi criada nas escolas públicas de Nova Jersey. Viola [Davis] nasceu em uma cabana de agricultores na Carolina do Sul, e cresceu em Central Falls, Long Island. Sarah Paulson foi criada por uma mãe solteira no Brooklyn. Sarah Jessica Parker era uma de sete ou oito crianças de Ohio. Amy Adams nasceu na Itália. Natalie Portman nasceu em Jerusalém. Cadê o certificado de nascimento delas? E a maravilhosa Ruth Negga nasceu na Etiópia, foi criada em — não, na Irlanda, acredito eu. E ela está aqui sendo indicada por interpretar uma garota de uma cidade pequena da Virginia. Ryan Gosling, como todas as pessoas mais bacanas, é canadense. E Dev Patel nasceu no Quênia, foi criado em Londres e está aqui por interpretar um indiano criado na Tasmânia.

Hollywood está cheia de forasteiros e estrangeiros. Se você expulsá-los, não sobrará nada para assistir a não ser futebol americano e MMA, que não são as Artes. Eles me deram três segundos para falar isso. O único trabalho de um ator é entrar nas vidas das pessoas que são diferentes de nós e deixar você sentir como é isso. E houve tantas tantas tantas performances poderosas no último ano que fizeram exatamente esse trabalho tão passional e de tirar o fôlego.

Houve uma performance esse ano que me deixou atordoada. Não porque era boa. Não teve nada de bom nela. Mas porque foi efetiva e cumpriu com seu papel. Fez a sua audiência rir e mostrar os dentes. Foi o momento no qual uma pessoa que pedia para sentar na cadeira mais respeitada de nosso país imitou um repórter deficiente, alguém que era menos privilegiado com menos poder e com menos capacidade de responder à altura. E meio que quebrou meu coração quando eu a vi. Eu ainda não consigo tirá-la da minha cabeça porque não estava em um filme. Foi a vida real.

E esse instinto de humilhar, quando é feito por alguém em uma plataforma pública, por alguém poderoso, impacta negativamente na vida de todo mundo, porque ele dá permissão para que outras pessoas ajam igual. Desrespeito convida desrespeito. Violência incita violência. Quando as pessoas poderosas usam sua posição para intimidar alguém, todos nós perdemos.

E isso me traz à imprensa. Nós precisamos que a imprensa com princípios mantenha esse poder em conta, que ela denuncie os poderosos por cada um desses ultrajes. É por isso que nossos fundadores consagraram a imprensa e suas liberdades em nossa Constituição. Então eu apenas peço aos famosamente bem endinheirados da Hollywood Foreign Press e a todos de nossa comunidade a se juntarem a mim em apoio ao comitê de proteção aos jornalistas. Porque nós precisaremos deles para progredirmos. E eles precisarão de nós para falarem a verdade.

Só mais uma coisa. Uma vez, quando eu estava em um set um dia, reclamando de algo, que nós teríamos que trabalhar na hora de jantar, ou por causa das longas horas de trabalho, não me lembro, Tommy Lee Jones me disse: ‘Não é um privilégio, Meryl, apenas ser um ator?’ E sim, é. E nós temos que nos lembrar todos os dias do nosso privilégio e da responsabilidade de agirmos com empatia. Nós todos deveríamos ter muito orgulho do trabalho que a Hollywood honra aqui essa noite.

Como a minha amiga, a querida falecida Princesa Leia, me disse uma vez, ‘pegue o seu coração partido e o transforme em arte’. Obrigada.”

Boys With Flowers & Princes

16:46

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